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A Crônica como memória viva do Brasil: entre imprensa, literatura e educação
Fila de ônibus no Vale do Anhangabaú, circa 1953. Foto de Alice Brill / Instituto Moreira Salles, material retirado do Portal da Crônica Brasileira. O gênero literário das crônicas surge, tradicionalmente, no Brasil, nas páginas do meio de comunicação mais utilitário e comercial que há: o jornal. Seu espaço sempre foi cultivado nas colunas dos veículos em troca de uma remuneração em dinheiro, e seu caráter cotidiano acabou, ao longo da história, contribuindo para a construção

Isabella Hertzog
10 de mar.6 min de leitura


A Normal
Escrita em 2008, crônica de Fernanda Young reaparece no debate contemporâneo como reflexão sobre exposição e incompreensão. Fragmentos fotográficos do rosto de Fernanda Young — Foto: Acervo Pessoal Ao publicar “Aos que não nos enxergam”, em 2008, Fernanda Young formulou um texto que, relido após sua morte em 2019, quase vira um testamento. A crônica, inicialmente interpretada como reação a julgamentos superficiais, hoje se impõe como reflexão sobre presença, memória e a p

Maria Rita
10 de mar.3 min de leitura


Os cascos e as carícias do prazer de incomodar
Escritora Hilda Hilst em seu espaço de trabalho - Foto: Cláudio Pedrosa/CB/D.A. Press/ Já se ouviu falar de uma mulher que escrevia e vivia quase em exílio voluntário, rodeada por dezenas de cães, e que convocava Deus pelos mais diferentes nomes, como “O Mudo Sempre”, “Sorvete Almiscarado”, “Lúteo-Rajado”, “Querubim Gozoso”, “Caracol de Fogo” e “Relincho do Infinito”. A performance não era caricatural. Tratava-se de Hilda Hilst. Poeta, dramaturga, ficcionista e cronista, H

Maria Rita
10 de mar.2 min de leitura


Clarice em Todas as crônicas: o retrato íntimo do cotidiano de um Brasil em sufoco
Clarice Lispector por Maureen Bisilliat. Agosto de 1969 / Fotografia do acervo do Instituto Moreira Salles. Clarice Lispector foi uma das escritoras e jornalistas mais influentes do século XX, de origem russo-judaica, cedo naturalizada brasileira. Autora de romances e crônicas, é conhecida por ser uma contadora de histórias cotidianas e simples, mas com abordagem de temas psicológicos profundos. Entre os anos 1967 e 1973, a autora tinha seus textos publicados no Jornal do Bra

Isabella Hertzog
10 de mar.5 min de leitura
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